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sábado, 04 de julho de 2026
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Postado emEconomia

Mercado de Trabalho Formal Cresce 3,6% com Aumento de Servidores Públicos

Mercado de Trabalho Formal Cresce 3,6% com Aumento de Servidores Públicos
Mercado de Trabalho Formal Cresce 3,6% com Aumento de Servidores Públicos

O mercado de trabalho formal no Brasil cresceu 3,6% em um ano, alcançando 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego. O aumento foi impulsionado principalmente pelo crescimento no setor público, que superou a expansão dos empregos com carteira assinada.

Em comparação a fevereiro de 2025, houve um acréscimo de 2,17 milhões de vínculos, sendo 48 milhões de trabalhadores celetistas e 13,8 milhões de agentes públicos, incluindo servidores estatutários e contratados temporários. Os vínculos no setor público cresceram 8,6% anualmente, com a criação de 1,09 milhão de postos.

Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o mercado formal adicionou 1,39 milhão de trabalhadores, com destaque para os agentes públicos, que avançaram 7,81%. O levantamento também mostrou que 886,9 mil novas contratações no setor público foram por tempo determinado.

Apesar do crescimento, o aumento dos empregos privados foi mais modesto, com um crescimento de 0,81% entre os celetistas. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram os maiores crescimentos proporcionais no período.

A participação feminina no emprego formal também aumentou, alcançando 28,6 milhões de vínculos, uma alta de 4,7%. Entre os homens, o crescimento foi de 2,7%, totalizando 33,5 milhões de vínculos.

O levantamento ainda revelou um aumento significativo entre trabalhadores indígenas, pretos e pardos, além de um crescimento expressivo entre jovens de 18 a 24 anos, com 1,21 milhão de novos vínculos. A massa salarial mensal subiu de R$ 235,7 bilhões em janeiro de 2025 para R$ 240,7 bilhões em dezembro do mesmo ano.

O setor de serviços concentrou a maior parte da massa salarial, totalizando cerca de R$ 155 bilhões. No entanto, o Ministério do Trabalho identificou inconsistências nos dados de remuneração, levando à decisão de divulgar informações salariais apenas até dezembro de 2025 para uma análise mais aprofundada.

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