As festas juninas e julinas trazem um alerta sobre o risco de queimaduras entre crianças e adolescentes, conforme comunicado da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) nesta segunda-feira (22).
O presidente da SBP, Edson Liberal, destacou que, embora essas celebrações sejam parte da cultura brasileira, é essencial ter atenção redobrada devido à maior exposição a fogueiras, fogos de artifício e outros materiais inflamáveis.
Dados da SBP mostram que crianças menores de cinco anos representam mais da metade das internações pediátricas por queimaduras no Brasil, com 53,8% dos casos registrados entre 2024 e 2025 no Sistema Único de Saúde (SUS).
Nos últimos dois anos, o SUS contabilizou 13,8 mil internações de crianças e adolescentes por queimaduras e acidentes térmicos, sendo que muitos casos leves não são registrados, pois não exigem hospitalização.
A SBP recomenda que crianças não manuseiem fogos de artifício e que permaneçam sob supervisão de adultos, além de enfatizar que a maioria das queimaduras pode ser evitada com medidas simples de prevenção e vigilância.
Além das queimaduras por fogo e líquidos quentes, outros agentes como produtos químicos e elétricos também podem causar lesões graves. A pele das crianças é mais delicada, aumentando o risco de queimaduras profundas.