A Confederação Nacional da Indústria (CNI) solicitou prudência e responsabilidade ao Congresso Nacional durante a discussão de pautas prioritárias nesta semana. O pedido ocorre em meio ao esforço concentrado para votação de propostas que impactam o setor industrial.
Entre as principais preocupações estão os projetos que propõem a redução da jornada de trabalho e a isenção da taxa de importação sobre compras internacionais, conhecida como ‘taxa das blusinhas’.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, enfatizou a importância de considerar os alertas dos setores econômicos sobre os impactos negativos dessas propostas. “A tramitação acelerada e a pressão para votação em período eleitoral trazem prejuízos ao Brasil e aos brasileiros”, afirmou.
Um estudo da CNI indica que o Brasil pode levar até 30 anos para compensar o déficit de produtividade resultante da redução da jornada de trabalho. Alban destacou que “não existe país que sustente sua competitividade sem produtividade”, ressaltando que a diminuição da produtividade dificulta investimentos e a remuneração dos trabalhadores.
Além disso, a CNI estima que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, pode aumentar os custos com mão de obra em até R$ 267 bilhões por ano, impactando os preços para o consumidor e o custo de vida.
Quanto ao fim da taxa de importação, a CNI alerta que essa medida pode ameaçar 109 mil empregos no Brasil. Alban reforçou que, embora a CNI seja favorável ao debate, é essencial que a discussão ocorra com profundidade e equilíbrio, considerando os dados econômicos e sociais relevantes.
“Os setores produtivos precisam ser ouvidos. Há alternativas mais adequadas e menos prejudiciais à economia do que as propostas em votação”, concluiu Alban.
