O fenômeno El Niño pode intensificar eventos climáticos extremos no Brasil, como chuvas intensas, alagamentos, estiagens e ondas de calor, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). As projeções indicam 98% de probabilidade de um El Niño muito forte até novembro, o que representa um desafio significativo para a indústria.
A variação dos impactos do El Niño entre as regiões do país está relacionada à alteração da circulação atmosférica e sua interação com os sistemas meteorológicos locais. Para a indústria, isso significa aumento dos riscos para trabalhadores, instalações, logística e continuidade da produção.
O Serviço Social da Indústria (SESI) disponibiliza protocolos para ajudar as empresas a se prepararem para inundações, secas e queimadas. O diretor-superintendente do SESI, Paulo Mol, ressaltou que eventos extremos já comprometeram a segurança dos trabalhadores e interromperam operações, tornando essencial a adoção de medidas preventivas.
As experiências de eventos climáticos anteriores, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, que afetaram milhares de indústrias e trabalhadores, foram incorporadas aos protocolos de emergência. A seca severa enfrentada na Região Norte em 2023 também destacou a vulnerabilidade da logística e da produção em áreas dependentes de recursos hídricos.
Além disso, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou um guia que orienta as empresas sobre como integrar os riscos climáticos em suas operações e cadeias de suprimentos, enfatizando a necessidade de adaptação e diversificação de rotas logísticas.
