A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) participa de uma rede que analisa águas residuais para identificar novas substâncias psicoativas (NSPs) em circulação na região. O trabalho, que envolve também a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Polícia Federal, foi discutido em reunião no dia 2 de outubro na Superintendência Regional da Polícia Federal na Paraíba.
O projeto, parte da Rede Nordeste de Produção de Padrões Secundários e Monitoramento do Consumo Através da Epidemiologia do Esgoto de Novas Substâncias Psicoativas (RENENSP), visa estabelecer uma colaboração entre instituições de ensino e órgãos de segurança pública. O professor Josean Fechine, coordenador do projeto na UFPB, destacou a importância da análise de esgoto para monitorar a introdução e disseminação de NSPs.
A identificação dessas substâncias é realizada por meio de técnicas como cromatografia e espectrometria de massas. A análise de águas residuais permite investigar os compostos eliminados pela população e contribuir para o entendimento do cenário de drogas no país, além de subsidiar ações de combate.
A UFPB oferece infraestrutura através do Laboratório Multiusuário de Caracterização e Análises (LMCA), que possui equipamentos avançados para essas análises. Durante a fase inicial do projeto, a UFPB coletou e preparou amostras da Estação de Tratamento de Esgoto de Mangabeira, em João Pessoa.
A próxima etapa envolve a produção de padrões secundários em parceria com a Polícia Federal, além da implementação de um protocolo de análise de esgoto para identificação de novas substâncias. O projeto é financiado pelo Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (PROCAD) em colaboração com a CAPES e a SENAD-MJSP.
