Na segunda-feira (26), empresários, pesquisadores e profissionais das áreas financeira e contábil participaram de um evento no Hub Sebrae, em João Pessoa, focado na Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005). O objetivo foi orientar sobre os pré-requisitos e benefícios da norma, que oferece incentivos a empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica (PD&I).
Atualmente, apenas 34 empresas paraibanas estão registradas como beneficiárias da Lei do Bem, um número pequeno em comparação às 2.734 empresas que poderiam se qualificar para os incentivos. Durante o evento, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marconi Albuquerque e Marianna Luna, destacaram que a lei é acessível a empresas de todos os portes e setores, incluindo indústria, serviços e agricultura.
Marconi Albuquerque enfatizou a importância de um detalhamento técnico na proposta submetida à Lei do Bem e a necessidade de parcerias com universidades e institutos de pesquisa. A analista técnica do Sebrae/PB, Rafaela Catão, ressaltou que o evento foi uma oportunidade para apresentar a lei e seus benefícios, além de informar que o Hub Sebrae está disponível para apoiar os empreendedores na jornada de inovação.
Rafaela também mencionou uma parceria com o Conselho Regional de Contabilidade para ajudar os empresários no processo. “Enquanto o Sebrae atua na sensibilização empresarial, inovação e competitividade, o CRC-PB contribui com a qualificação dos profissionais da contabilidade”, afirmou.
A Philipéia Indústria Química (PHIQ), atuando no mercado de saneantes e cosméticos, é uma das empresas beneficiadas pela Lei do Bem. O diretor Alexsander Silvestre Leal destacou que a empresa tem um forte compromisso com a sustentabilidade e inovação, contando com uma equipe dedicada a esses pilares. Ele ressaltou que um dos desafios é fazer com que os clientes reconheçam o valor agregado das práticas sustentáveis nos produtos.
