O projeto PalhaSUS, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), utiliza palhaços cuidadores para promover um cuidado mais humanizado em hospitais de João Pessoa. A iniciativa busca romper com o modelo biomédico tradicional, oferecendo escuta, afeto e alegria a pacientes, acompanhantes e equipes de saúde.
Coordenado pela professora Janine Nascimento, o projeto foi inspirado em experiências de teatro de rua no Ceará, na década de 1990, e no filme Patch Adams, que destaca o papel da arte no cuidado em saúde. Os palhaços cuidadores atuam para reduzir o sofrimento, fortalecer a autoestima dos pacientes e tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor.
O estudante Gabriel Cabral, que atua como o palhaço Pibo, afirma que a presença do palhaço cuidador transforma a tensão em leveza, beneficiando todos os envolvidos. “Ao priorizar o lúdico e a escuta, compreendemos que o verdadeiro cuidado vai além da recuperação do corpo: significa acolher o ser humano por inteiro”, ressalta.
A formação dos extensionistas ocorre na Oficina do Riso, uma capacitação intensiva durante o recesso acadêmico, com jogos teatrais, danças circulares, meditação e atividades de Educação Popular em Saúde. Ao final, cada participante apresenta seu personagem publicamente.
Atualmente, o PalhaSUS realiza ações no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), no Hospital Padre Zé e na Vila Vicentina, instituição de longa permanência para idosos, todos em João Pessoa. O projeto, que começou no curso de Medicina, hoje reúne estudantes de diversas áreas da UFPB, selecionados por editais e pela Oficina do Riso.